Projecto pastoral para 2004-2007 <dir><dir>
1- Necessidade de uma nova evangelização.
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As propostas para a acção pastoral (plano e programa pastoral que todos os anos apresentamos) mostram a preocupação de encontrar caminhos para pôr em prática a nova evangelização. Precisamos de evangelizar de novo e de forma nova. De facto, na sociedade actual, a forma de pensar e de agir, os valores, os critérios, os costumes não seguem a perspectiva da fé mas são, frequentemente, expressão de uma cultura pagã. O agnosticismo e o pluralismo religioso parecem colocar no mesmo saco todas as religiões sem acreditar verdadeiramente em nenhuma. Parece afirmar-se, cada vez com mais força, um laicismo militante que procura empurrar o cristianismo para a condição de opinião privada, sem relevo na vida social. Desaparece progressivamente o ambiente social cristão. Embora as pessoas continuem a pedir alguns ritos religiosos, como os sacramentos que celebram as fases importantes da vida, estes pedidos não podem considerar-se, à partida, como motivados pela fé, embora possam exprimir alguma preocupação religiosa ou coincidir com alguma abertura ao mistério (Cf E in E 46-48). Esta situação religiosa pede-nos o cuidado de " promover a passagem de uma fé apoiada na tradição social, e que tem o seu valor, a uma fé mais pessoal e adulta, esclarecida e convicta" ( E in E 50).
Neste contexto não podemos descansar numa pastoral de manutenção, limitando-nos a atender os pedidos de sacramentos e a manter as tradições cristãs. Não basta repetir o que sempre fizemos e celebrar o culto com os que ainda vêm. Evangelizar é encontrar novas formas de levar o evangelho aos não crentes, de converter os baptizados que não conhecem ou não vivem o cristianismo e de fortalecer a fé dos crentes. A nova evangelização passa, deste modo, por muitas actividades pastorais que vão desde o primeiro anúncio, à catequese para todas as idades, à liturgia participada e vivida, à caridade e à acção social mais operativa:" Além de cuidarem de que o ministério da Palavra, a celebração da liturgia e o exercício da caridade, tenham em vista a edificação e o exercício de uma fé madura e pessoal, é preciso que as comunidades cristãs procurem propor uma catequese adaptada aos diferentes itinerários espirituais, segundo as respectivas idades e estados de vida(...) uma catequese orgânica e sistemática constitui, sem dúvida, um instrumento essencial e primário de formação dos cristãos para uma fé adulta"(E in E 51).
Assim, a nova evangelização, além de se dirigir aos afastados, dedica-se também aos cristãos de prática tradicional e preocupa-se igualmente com a formação de evangelizadores, que sejam fermento nas comunidades. Este fermento passa pela constituição de grupos de formação de adultos, pelo apoio aos movimentos, pela preparação de animadores leigos da acção pastoral. Os pastores e as comunidades, na continuação da evangelização de Jesus, precisam de cuidar, com o mesmo zelo, da formação dos discípulos e da evangelização das multidões. Hoje é tão importante promover a formação em pequenos grupos como evangelizar o povo baptizado. Os grupos tornam-se um fermento da comunidade, formam evangelizadores, alargam a participação eclesial e preparam e motivam futuros animadores da acção pastoral.
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2- "Jesus Cristo dá-se a conhecer ao partir o pão".
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Na vastidão das tarefas que nos são pedidas para realizar a nova evangelização, precisamos de definir algumas prioridades e enquadrá-las na missão global da Igreja de modo a dar relevo ao que é mais importante sem deixar para trás outras actividades complementares que preparam, prolongam ou concretizam as prioridades propostas. Esta é a preocupação subjacente a um plano/ programa de pastoral que tem como fontes de inspiração, por um lado, os sinais dos tempo e, por outro, a Sagrada Escritura e o Magistério actual da Igreja. Nesse sentido, escolhemos, após a celebração do Jubileu, como ícone inspirador para a acção pastoral na Nossa Diocese de Santarém o trecho do evangelho que narra o encontro do Senhor Ressuscitado com os discípulos de Emaús, através da Palavra e da Eucaristia.
Assim, após o triénio dedicado à Palavra de Deus (2000-2003), seguindo a pedagogia da "lectio divina", vamos, no próximo triénio (2004-2007), prestar maior atenção à celebração da fé na liturgia, sobretudo na Eucaristia, aprofundando a relação dos sacramentos com a Palavra de Deus. De facto, a Palavra de Deus conduz aos sacramentos e realiza-se neles:" Toda a catequese leva necessariamente aos sacramentos da fé. Por outro lado, a autêntica prática dos sacramentos tem forçosamente um aspecto catequético" (CT 23). Os sacramentos são celebrações da fé, realizam o que a palavra anuncia. Dão, pois, eficácia e visibilidade à Palavra de Deus. Supõem, portanto, que os candidatos tenham aderido pela fé a Jesus Cristo e acreditem que a Sua presença e acção acontece nos sacramentos. Ora a fé é despertada e alimentada pela Palavra de Deus. Sem fé, os sacramentos podem reduzir-se a ritos sociais ou antropológicos ou mesmo mágicos.
Pela Palavra e pelo Eucaristia o Senhor vem ao nosso encontro, ilumina e dá sentido à nossa vida. Através da "lectio divina", Ele fala-nos e a Palavra de Deus torna-se viva, próxima de nós: "A Palavra está perto de ti"(Rom 10,8). Quando O escutamos, Ele caminha connosco, converte e orienta a nossa vida. Quando celebramos os sacramentos a presença do Senhor torna-se ainda mais visível e mais eficaz.
Deus não está, portanto, longe de nós nem é estranho à nossa vida. A Palavra e os sacramentos são sinais visíveis e eficazes da Sua presença, mostram e realizam a Sua acção. A Palavra de Deus tem uma eficácia própria que lhe vem do Espírito Santo, é como a chuva que produz efeito na terra árida, ou seja, ilumina e converte (Cf Is 55, 10-11). De modo ainda mais profundo, os sacramentos realizam o que as palavras e os gestos significam. A celebração dos sacramentos, que consta de sinais e de palavras, é, por outro lado, um lugar para a proclamação eficaz da Palavra de Deus. Como dizia Santo Agostinho:" A palavra é um sacramento audível e o sacramento é uma palavra visível". Ou seja, a Palavra é um sinal que nos permite ouvir hoje o Senhor e os sacramentos, por seu lado, tornam visível e actuante a Sua graça na nossa vida.
Deste modo, o ícone de Emaús continua a servir de inspiração para o programa pastoral da nossa Diocese, tal como foi proposto, após a celebração do Jubileu, pela Nota Pastoral " <u>Jesus Cristo vivo na Igreja pela Palavra e pelos Sacramentos".</u> Este trecho do evangelho é, aliás, o paradigma do processo de evangelização. No princípio do itinerário está a Palavra de Deus ("Começando por Moisés e seguindo por todos os profetas, explicou-lhes em todas as escrituras, tudo o que a Ele se referia" ( Lc 24,27). A Palavra não é apenas conhecimento de verdades mas tem como centro a pessoa de Jesus Cristo: Todas as Escrituras se referiam a Ele. Acolher a palavra é acolher Jesus Cristo.
Ao escutarem a Palavra, os discípulos de Emaús vêm os acontecimentos com uma luz diferente, sentem aquecer o coração e renascer a esperança e são despertados para a oração: " Fica connosco Senhor" ( Lc 24, 29). Como fruto culminante, a Palavra dispôs estes discípulos para o reconhecimento da presença do Senhor na Eucaristia: " Contaram aos outros como Jesus se lhes dera a conhecer ao partir o pão"(Lc 24,35). Este encontro com o Senhor Ressuscitado condu-los, de novo, a Jerusalém e integra-os na comunidade que haviam deixado.
No referido plano, propusemo-nos aprofundar, ao longo de alguns anos, cada um destes <u>três modos de presença de Jesus Cristo: pela Palavra, pelos Sacramentos, e pela Comunidade.</u> Não são etapas que se sucedem mas formas de presença que se complementam. Jesus Cristo é a Palavra de Deus que se torna Sacramento do Pai, é o Verbo que se faz presença pessoal e visível de Deus no meio de nós. Nele a Palavra e o Sacramento formam uma unidade indissolúvel.
Assim, ao dedicarmos o próximo triénio ao aprofundamento da presença de Jesus Cristo nos sacramentos, não deixamos para trás a "lectio divina". A Palavra continua como alicerce da fé, como "alimento da alma, fonte límpida e perene de vida espiritual" (DV21). Deste modo, a "lectio divina" não deverá entender-se como etapa já percorrida mas como pedagogia permanente que nos permite escutar a Escritura como Palavra viva de Deus, relacionando-a com a nossa vida e respondendo-lhe pela oração. A "lectio divina" enriquece a mesa da Palavra da celebrações e prepara os fiéis para o reconhecimento do Senhor na mesa da Eucaristia.
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3- Eucaristia, fonte e cume da vida cristã.
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O nosso plano diocesano vai de encontro à proposta da Igreja Universal feita pelo Santo Padre na festa do Corpo e Sangue do Senhor, a 10 de Junho de 2004, para celebrarmos <u>o ano da Eucaristia</u>, com início no Congresso Eucarístico Internacional, de10 a 17 de Outubro de 2004, e a conclusão na Assembleia Geral do Sínodo dos Bispos em Outubro de 2005. Este ano da Eucaristia terá como tema "a Eucaristia, fonte e ápice de toda a vida cristã" (LG 11). Esta proposta do Santo Padre manifesta uma preocupação constante do seu Pontificado, traduzida em dois documentos recentes " Ecclesia de Eucharistia" e "Redemptionis Sacramentum".
A liturgia, sobretudo a Eucaristia, é, na fé cristã, a acção sagrada por excelência. É o serviço de culto que a Igreja presta ao Senhor, louvando-O e glorificando-O. É, igualmente, o lugar da presença de Cristo e dos Seus gestos de salvação. Através dos ritos, símbolos, palavras e cânticos da liturgia, é o próprio Senhor Ressuscitado que actualiza na Igreja e comunica aos seus discípulos a graça da redenção: "considera-se a liturgia como a função sacerdotal de Jesus Cristo; nela, mediante sinais sensíveis, cada um à sua maneira, é significada e realizada a santificação dos homens" (S C 7). Na liturgia torna-se presente o " Mistério da fé", como se afirma no momento mais solene da Eucaristia. De facto, na liturgia Cristo realiza hoje para nós o mistério de salvação, em continuação das obras da Sua vida histórica.
A liturgia é, portanto, uma acção de louvor a Deus e de santificação dos homens. Através das acções rituais e simbólicas da liturgia nós participamos no culto espiritual a Deus e alcançamos a santificação que Cristo nos mereceu pelo Seu mistério pascal. "O que é a liturgia senão aquela fonte pura e perene de água viva, da qual cada pessoa pode haurir gratuitamente o dom de Deus" ( S et S 1). Esta nascente de água viva representa o dom do Espírito Santo que traz aos nossos corações, sedentos de luz e de paz, a alegria e a esperança da vida nova em Cristo. Na aridez e desencanto da cultura actual, a liturgia é, de facto, um dom que vivifica a Igreja e a humanidade com a presença do Espírito Santo, Senhor e fonte de vida. Assim podemos entender a profecia de Isaías: "Das fontes da salvação, saciai-vos na alegria" (Is 12,3)
Sendo fonte de vida e mesa espiritual onde nos alimentamos, a liturgia constitui também a manifestação mais significativa e mais acessível de Cristo e da Igreja: "A liturgia, ao mesmo tempo que, dia a dia, edifica os que estão dentro para serem templo santo do Senhor(...) também de modo admirável, aumenta as sua forças para anunciarem Cristo e, assim, apresenta a Igreja aos que estão fora dela, como sinal erguido diante dos povos" (SC 2).
Não podemos esquecer, por outro lado, que a liturgia tem uma dimensão social e antropológica de grande alcance e constitui um lugar de encontro alargado com a vida da Igreja. De facto, nos momentos celebrativos que marcam o itinerário da vida humana, a quase totalidade da população contacta com a Igreja. Estes momentos mexem com a vida das pessoas. Se a celebração for digna e rica de significado, gera paz e sentido e pode aproximar da vida cristã. Se for pobre ou fastidiosa causa mal estar.
Compreendemos, assim, que a liturgia seja considerada vértice e fonte de toda a evangelização (Cf SC 10). Na verdade, toda a acção pastoral se orienta para a Eucaristia pois tem em vista despertar e fortalecer a fé e congregar os crentes em comunidade para que louvem a Deus e se santifiquem pela liturgia. Por outro lado, a celebração da liturgia, quando digna e rica, anuncia aos participantes o mistério de Cristo e da Igreja.
Apesar do crescimento do secularismo e do agnosticismo, a linguagem da liturgia não deixa de ser significativa e adequada para as pessoas do nosso tempo. De facto, apesar do materialismo, verifica-se também sensibilidade ao mistério e abertura ao transcendente. Ora na liturgia experimenta-se a presença do mistério e a ligação com o transcendente. Corresponde, por outro lado, à sensibilidade estética que se desenvolveu na nossa época, pois faz apelo ao sentido da beleza através das cerimónias, dos cânticos, dos espaços litúrgicos.
A liturgia continua a pedagogia da Incarnação que torna o Verbo de Deus visível e operante na natureza humana. Situa-se, portanto, na pedagogia dos sinais bíblicos. Neste sentido, como nos recomenda o Santo Padre, na carta dos 40 anos do Concílio, a celebração da fé precisa de prestar maior atenção ao silêncio e à beleza dos ritos.
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4- Formação litúrgica e pastoral do povo de Deus.
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O Concílio Vaticano II, operou uma profunda renovação da liturgia que continua em processo de implementação. Os frutos desta renovação têm sido notáveis: uma melhor compreensão e uma participação mais activa do povo de Deus nas celebrações; maior riqueza da Palavra de Deus na liturgia; desenvolvimento dos serviços laicais na liturgia; uma relação mias estreita da liturgia com as outras acções pastorais; uma compreensão mais teológica e menos rubricista da celebração, etc.
Certamente houve e há ainda mal entendidos e abusos, ocasionados provavelmente pela insuficiente compreensão da natureza da natureza da liturgia. Por isso, como nos convidou o Papa João Paulo II, no 40º aniversário da Constituição sobre a Sagrada Liturgia com a Carta Apostólica "Spiritus et Sponsa", estamos na altura de fazer o balanço da renovação da liturgia e de lhe dar novo impulso, na perspectiva da nova evangelização. Podemos assim propor os seguintes objectivos:
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Promoção da música e arte sacras que realcem a dignidade e a beleza das celebrações e dos lugares de culto.Celebração mais rica e mais cuidada dos sacramentos referidos.Preparação mais cuidada dos fiéis para a celebração dos sacramentos (Dos pais e padrinhos para o Baptismo de crianças; Catecumenado de crianças em idade de catequese, jovens e adultos para o Baptismo; dos noivos para o matrimónio; da confirmação; das exéquias).Descobrir a riqueza do ano litúrgico como escola de vida cristã.Criar e respeitar o ambiente de silêncio, contemplação que permitam o encontro com o mistério de Deus. Evitar todos os riscos de fazer da liturgia um espectáculo.Prestar maior atenção à Sagrada Escritura nas celebrações.Tornar a liturgia mais compreensível ao Povo de Deus através do conhecimento dos principais símbolos e ritos que formam a linguagem litúrgica.Descobrir os principais defeitos e insuficiências das nossas celebrações e a forma de as superar.Descobrir e promover as funções próprias de cada um e de cada serviço litúrgico. A participação de todos só é possível se cada um conhecer a tarefa específica que lhe compete na assembleia celebrante.Participação mais activa, mais interessada, mais consciente e frutuosa de todos os fiéis na acção litúrgica (Cf SC 11,14 e 48). A celebração é de todos os membros da assembleia, pois todos participam do sacerdócio de Jesus Cristo. Valorizar a Eucaristia dominical como fonte e vértice na vida dos fiéis e das comunidades.</dir></dir></dir>
A formação litúrgica e pastoral precisa de dirigir-se, também e primeiramente, aos pastores que presidem à liturgia e são educadores de todo o povo de Deus. De facto, a renovação da liturgia ao promover toda a assembleia como sujeito da celebração, exige uma renovação profunda na atitude do presidente que, em vez de absorver a celebração, deve chamar e preparar animadores dos serviços litúrgicos e promover a participação activa e consciente de todos os fiéis. A formação dos pastores precisa ter em conta:
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O embelezamento dos templos e dos espaços litúrgicos.A preparação adequada dos sacramentos, segundo as normas diocesanas, e a celebração digna e cuidada dos mesmos.A actualização de movimentos e associações dedicadas à liturgia: confrarias tradicionais existentes na diocese, quase sempre ligadas ao culto, com necessidade de renovação; Movimento de apostolado da oração, etc.A escolha e a preparação dos animadores dos vários serviços litúrgicos (leitores, acólitos, ministros de distribuição da eucaristia, animadores da oração quotidiana e da oração pelos defuntos); A renovação e a riqueza dos ritos litúrgicos.O ambiente de contemplação e de acolhimento do mistério de Deus que deve caracterizar as celebrações.A valorização a palavra de Deus na celebração; A responsabilidade da formação litúrgica da assembleia com catequeses oportunas. Evitar porém o recurso a explicações inoportunas durante as celebrações que destoem da linguagem própria da liturgia. O serviço fiel à liturgia da Igreja a que os fiéis têm direito sem a confundir com as liturgias privadas, como recomenda a instrução "Redemptionis Sacramentum". Aos ministros ordenados pertence servir com fidelidade e com devoção o mistério da fé que é de Cristo e da Igreja. </dir></dir></dir>
A Palavra de Deus e os sinais que a acompanham e concretizam (sobretudo os sinais sacramentais) são os dois veículos da revelação de Deus e da evangelização da Igreja que encontram em Cristo a sua plenitude e unidade (cf. DV2). No Evangelho e na Eucaristia, encontramos igualmente as duas colunas que dão solidez à comunidade eclesial diocesana e constituem portanto, as actividades principais dos pastores (cf. CD11). Assim, podemos considerar a "lectio divina" que permite ler o evangelho como palavra viva, juntamente com a celebração participada e consciente na celebração dos sacramentos, sobretudo da eucaristia, como a rocha segura em que devemos edificar a Igreja.
D. Manuel Pelino Domingues, Bispo de Santarém
Setembro de 2004
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